Merchandising e PDV

Como fazer um relatório de merchandising profissional: guia completo com exemplos

Aprenda como fazer um relatório de merchandising profissional com exemplos, indicadores, evidências fotográficas e um modelo prático para o PDV.

Por RPAG Labs · 03/11/2026
Capa: Como fazer um relatório de merchandising profissional: guia completo com exemplos

Um relatório de merchandising profissional precisa mostrar mais do que a confirmação de uma visita. Ele deve registrar o que foi encontrado no ponto de venda (PDV), quais ações foram realizadas, quais problemas permanecem e quem acompanhará cada pendência.

Para promotores, supervisores e gestores, um relatório bem estruturado transforma observações de campo em decisões. Neste guia, você encontrará os campos indispensáveis, exemplos de preenchimento, indicadores e um modelo prático adaptável à rotina da sua equipe.

O que é um relatório de merchandising?

É um registro organizado das condições dos produtos no PDV e das atividades desenvolvidas durante a visita. Pode ser individual, por loja e marca, ou consolidado em períodos semanais e mensais.

Um bom relatório permite que alguém que não esteve na loja entenda a situação sem precisar pedir explicações adicionais ao promotor. Por isso, expressões como “visita realizada” ou “gôndola organizada” são insuficientes quando não trazem resultados, evidências e encaminhamentos.

Para que serve o relatório na operação?

O documento ajuda a:

  • Comprovar a execução: registrar o atendimento e apresentar evidências pertinentes.
  • Identificar problemas: apontar ausências de produtos, exposição inadequada e divergências observadas.
  • Organizar pendências: registrar responsáveis, providências e próximos acompanhamentos.
  • Comparar resultados: observar tendências por loja, marca, região e período.
  • Planejar visitas: priorizar unidades e produtos que exigem atenção.

O relatório deve apoiar decisões reais. A quantidade de fotos ou de campos preenchidos não substitui informações corretas e úteis.

Quais informações não podem faltar?

1. Identificação da visita

Registre data, promotor responsável, rede, loja, cidade, marca atendida e horário, quando disponível. Diferencie unidades com nomes semelhantes usando um identificador de loja. Informe também as atividades previstas no cronograma.

2. Presença e ausência de produtos

Identifique cada produto verificado, a situação na gôndola e a medida adotada. Uma ausência na prateleira não prova, sozinha, falta de estoque na loja.

Exemplo de anotação:

> Produto A, embalagem de 500 g. Não localizado na gôndola às 10h20. Estoque de retaguarda não verificado. Encarregado comunicado; conferência pendente para a próxima visita.

Para aprofundar esse tema, leia Como reduzir a ruptura de estoque no PDV.

3. Organização e exposição

Descreva a apresentação dos produtos e as correções feitas. Verifique a presença do mix previsto, a organização das prateleiras, etiquetas de preço, materiais de comunicação e pontos extras, quando aplicáveis.

Se a equipe reorganizou a exposição, explique o que mudou. Uma foto de antes e outra de depois, quando permitidas, podem mostrar o resultado de forma objetiva.

4. Validades e lotes

Quando o atendimento inclui esse controle, registre produto, lote, data de validade, quantidade observada e responsável informado. Utilize categorias consistentes, como vencido, próximo do vencimento ou dentro da validade, conforme os critérios da empresa.

Não faça inferências sobre condições sanitárias além do que foi observado. A retirada ou segregação de mercadorias deve seguir os procedimentos internos e as normas aplicáveis.

5. Evidências fotográficas

Organize imagens por finalidade: fachada (quando necessária), gôndola, estoque autorizado, ponto extra e ocorrências. Identifique a unidade e o contexto da fotografia. Evite coleções extensas de imagens repetidas sem explicação.

Respeite a autorização do estabelecimento e a privacidade das pessoas fotografadas.

6. Ocorrências e pendências

Para cada problema, registre:

  1. O que foi observado.
  2. Qual pode ser o impacto operacional.
  3. Qual ação já foi executada.
  4. Quem deve continuar o atendimento.
  5. Quando ocorrerá a próxima verificação.
  6. Se a pendência está aberta, em andamento ou resolvida.

Uma mensagem enviada ao supervisor não significa necessariamente que o problema foi resolvido. O status precisa refletir a situação efetiva.

Modelo de relatório de merchandising preenchido

O exemplo a seguir é fictício e serve apenas para demonstrar o formato.

| Campo | Exemplo | | --- | --- | | Data | 03/11/2026 | | Rede e loja | Rede Exemplo — Unidade Centro | | Cidade | Município Exemplo / SC | | Responsável | Promotor A | | Marca atendida | Marca Exemplo | | Horário | 09h10 às 10h05 | | Itens previstos no mix | 20 | | Itens encontrados na gôndola | 17 | | Itens ausentes na gôndola | 3 | | Exposição | Prateleira central reorganizada | | Validades | Dois lotes sinalizados para conferência | | Fotos | Gôndola antes e depois | | Ocorrência | Três itens não localizados na exposição | | Ação | Encarregado informado e reposição solicitada | | Pendência | Confirmar disponibilidade na retaguarda | | Próximo passo | Conferência na próxima visita |

Resumo executivo do exemplo: a visita foi concluída, com 17 de 20 itens presentes na gôndola. A exposição foi reorganizada e registrada em fotos. Três itens permaneceram ausentes da prateleira, e a loja foi acionada para verificar a possibilidade de reposição.

Observe que o exemplo não afirma que os três itens estavam indisponíveis em todo o estoque: a conferência da retaguarda ficou pendente.

Principais indicadores de merchandising

Os indicadores devem responder a perguntas concretas. Comece pelos mais úteis à operação e mantenha a mesma regra de cálculo ao comparar períodos.

Percentual de presença na gôndola

Presença (%) = (itens presentes ÷ itens previstos) × 100

No exemplo fictício, 17 de 20 itens representam 85% de presença. O cálculo considera somente o universo de itens e a área observada; não mede todo o estoque disponível.

Percentual de ausência

Ausência (%) = (itens ausentes ÷ itens previstos) × 100

Três itens ausentes em 20 representam 15% de ausência na gôndola observada. Quando o mix muda entre lojas, a comparação precisa considerar essa diferença.

Cumprimento do cronograma

Cumprimento (%) = (visitas concluídas ÷ visitas previstas) × 100

Considere o mesmo período e defina claramente o que significa visita concluída. Uma visita apenas registrada não comprova, por si só, qualidade da execução. Saiba mais em Como organizar o cronograma de promotores de vendas.

Resolução de pendências

Resolução (%) = (pendências resolvidas ÷ pendências consideradas) × 100

Defina se o denominador inclui somente as pendências abertas no período ou também aquelas acumuladas. Outra medida útil é o tempo médio até a resolução, desde que os registros sejam confiáveis.

Como escrever um resumo executivo para gestores

Um bom resumo responde a quatro questões: o que aconteceu, o que foi encontrado, o que foi corrigido e o que precisa ser feito agora.

Veja um exemplo:

> A visita ocorreu conforme o cronograma. Foram observados 20 itens previstos, dos quais 17 estavam na gôndola. A equipe reorganizou a exposição e registrou evidências fotográficas. Três itens não foram encontrados na prateleira. A loja foi informada e o supervisor acompanhará a reposição na próxima visita.

Esse texto é mais útil do que uma lista genérica de tarefas realizadas, pois permite identificar a pendência e seu encaminhamento.

Relatório diário, semanal ou mensal?

Diário: indicado para documentar a execução individual, fotografias, ocorrências e solicitações urgentes.

Semanal: reúne visitas previstas e realizadas, problemas recorrentes, evolução dos indicadores e prioridades da semana seguinte.

Mensal: permite observar tendências por rede, marca e região e revisar metas, processos e distribuição da equipe.

Os relatórios consolidados não precisam repetir cada detalhe. O ideal é permitir a consulta dos registros originais sempre que necessário.

Cinco erros comuns nos relatórios

Informar atividades sem resultados

“Gôndola organizada” não esclarece quais itens estavam ausentes ou quais ações foram necessárias. Relate a condição inicial e a situação ao final.

Confundir observação com hipótese

Se o estoque não foi verificado, registre isso explicitamente. Não afirme que houve falta de mercadoria em toda a loja com base apenas na prateleira vazia.

Enviar fotos sem identificação

Uma imagem precisa de contexto: loja, data, marca e finalidade, conforme a política da empresa.

Não acompanhar pendências antigas

Problemas podem se repetir quando ninguém verifica o andamento das ações solicitadas. Defina responsáveis, prazos e estados atualizados.

Copiar texto entre lojas

Modelos padronizados ajudam, mas cada registro precisa corresponder ao atendimento real da unidade.

Como a tecnologia pode ajudar

Planilhas e formulários são úteis em muitas operações. Conforme a equipe cresce, porém, organizar visitas, fotos, checklists e pendências em arquivos separados pode aumentar o trabalho de consolidação.

Uma plataforma de gestão pode auxiliar na padronização dos registros, associação das evidências à visita, acompanhamento de cronogramas e consulta de informações por gestores e supervisores.

O Promotor Pro foi desenvolvido para apoiar a organização das atividades em campo e seu acompanhamento gerencial. Os recursos específicos podem variar de acordo com a modalidade utilizada.

Para padronizar o atendimento desde a origem, consulte também nosso Checklist de visita do promotor de vendas: 30 verificações para o PDV.

Perguntas frequentes

Todo relatório de merchandising precisa de fotos?

Não necessariamente. Isso depende das exigências da operação. Quando forem utilizadas, as fotos devem ser autorizadas, relevantes e vinculadas à atividade ou ocorrência correta.

Qual a diferença entre checklist e relatório?

O checklist orienta o que verificar. O relatório registra o resultado, as evidências, os indicadores e as pendências. São ferramentas complementares.

É melhor criar um relatório por loja ou por marca?

Depende do contrato e da estrutura de atendimento. O essencial é conseguir identificar corretamente loja, marca, data e responsável, inclusive nos relatórios consolidados.

Como evitar documentos muito longos?

Use campos objetivos, um resumo executivo e evidências bem organizadas. Mantenha detalhes disponíveis para consulta, em vez de repeti-los em todas as páginas.

E se o problema não puder ser resolvido durante a visita?

Registre a ocorrência, informe a ação realizada, atribua um responsável e mantenha a pendência aberta até que a resolução seja confirmada.

Conclusão

Um relatório de merchandising profissional transforma observações de campo em informações úteis para a gestão. Ele deve identificar o atendimento, registrar a presença e exposição de produtos, contextualizar fotos e acompanhar pendências com responsáveis claros.

O melhor relatório não é o mais extenso: é aquele que permite entender a execução e decidir o próximo passo.

Se sua equipe precisa organizar cronogramas, evidências e informações do PDV em uma plataforma de gestão, conheça o Promotor Pro e solicite uma demonstração.

PROMOTOR PRO

Da informacao a execucao no PDV.

Conheca a plataforma de gestao de promotores e merchandising.

Solicitar demonstracao ↗